O Jogo das Chaves: você transaria com o marido de sua melhor amiga?

Amor e sexo sem tabus

O Jogo das Chaves: você transaria com o marido de sua melhor amiga?

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A pergunta deste post pode ofender algumas pessoas mais puritanas. Mas, na prática, está é uma fantasia bem comum entre mulheres e solteiras ou casadas. E é entre os homens, também, para deixar bem entendido.

E mais, nos relacionamentos onde há traições, um amigo bem próximo ou um colega de trabalho, são, estatisticamente falando, os mais prováveis de estarem na pulada de cerca.

Há outra possibilidade, discutida na série mexicana, disponível na Amazon Prime: O Jogo das Chaves. Embora não seja um primor de produção, a temática é abordada com importantes reflexões sobre casais que já estão chegando na casa dos 40 e estão juntos há muito tempo.

Mas, o que é seria o jogo das chaves? Na primeira vez que a série aborda a trajetória de quatro casais ele é jogado assim: As mulheres põem suas chaves num pote e os homens escolhem aleatoriamente. São formadas novas configurações de casais por uma noite, mas com algumas regras como:

Jogo das Chaves expõe os desejos sexuais de casais

1 – Tem que haver consentimento;

2 – Uso de preservativos;

3 – Não falar sobre a experiência para quem não participou do jogo e

4 – Não se apaixonar.

Na comédia dramática mexicana e na realidade, sabemos que a história de se apaixonar não é lá muito uma questão de escolha e é sobre isso que gira boa parte dos episódios.

Quando Oscar fica com a melhor amiga de Adriana dentro das regras do jogo, ela percebe que o ciúme não é algo assim tão fácil de controlar, mesmo ela tendo uma forte atração sexual pelo seu antigo colega de escola.

Valentín, que é casado com Gaby, percebe que uma face oculta da sua personalidade está sob risco de revelação. Enquanto isso, o casal Bárbara e Léo é o que melhor aproveita – pelo menos na primeira temporada, as possibilidades de relações extraconjugais consentidas. Por fim, Sérgio e a jovem Siena é o casal que propõem a brincadeira. O interessante é que a mais jovem do grupo é a mais bem resolvida emocional e sexualmente.

Como já foi dito em outros textos, se não serve para você, não faça. Se serve para alimentar suas fantasias, sem que sejam realizadas, por que não imaginar um jogo deste tipo? Agora, se ficou com a intenção de realizar após ler este texto e maratonar a série, tenha em mente que pode ser prazeroso ou pode ser muito frustrante.

Talvez uma primeira frustração seja a dificuldade de encontrar outros casais que topem este tipo de brincadeira adulta. Depois é preciso vencer uma etapa bastante difícil: o ciúme. Consegue se imaginar com o marido da amiga? Mas também consegue imaginar o seu marido com a amiga? Se as respostas te causam embrulhos no estômago, pare por aí.

Se a ideia te causa excitação, talvez seja um momento para muito diálogo entre as possíveis pessoas envolvidas.

Muito mais que um jogo das chaves

Cena do último episódio de O Jogo das Chaves

A paixão é um caso à parte. Mesmo em casais que se amam podem surgir paixões platônicas ou traições e que mesmo assim o matrimônio é mantido. Por outro lado, um sexo casual consentido com uma pessoa muito próxima pode gerar um conflito maior: confundir a lembrança de uma ótima noite de sexo com paixão.

Entre pessoas maduras e que o casamento ou namoro seja sólido, este tipo de experiência pode vir fortalecer a relação. Já quando há problemas e conflitos internos, o melhor é tentar terapia de casal mesmo, antes de investir em jogos.

É claro que existem outras modalidades de relações extraconjugais consentidas em situações monogâmicas, que vão desde outros jogos eróticos, saídas esporádicas, ménages e suingue. Quem já fez sabe do que estou falando.

O que não se pode é culpar o mensageiro. Práticas como essa não foram inventadas por roteiristas latinos nem tampouco é algo recente. Há milênios que existem em inúmeras culturas ao redor do planeta.

Para fechar este artigo, deixo duas frases do médico e psicanalista Wilhelm Reich:

O homem precisa, primeiro e acima de tudo, matar sua fome e satisfazer seus desejos sexuais. A sociedade moderna torna difícil a primeira e frustra a segunda.

Somos responsáveis pelo o que fazemos e recebemos. Mas não somos responsáveis pelo que sentimos.

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