Libere suas fantasias sexuais

Amor e sexo sem tabus

Libere suas fantasias sexuais

Fantasias Sexuais
Compartilhe

Todos temos fantasias sexuais, determinados pensamentos que passam em nossa cabeça ou sonhos eróticos, que podem até melar nossas roupas íntimas. Achamos que determinadas obscenidades só acontecem com a gente e criamos uma tendência a reprimir essas emoções.

Isso é um engano. É claro que a quantidade de pensamentos e sonhos varia de pessoa para pessoa, da idade em que se encontra, se não está muito estressada etc. Mas esses pensamentos vêm. E é (quase sempre) normal. Tão normal que cada ser humano pensa, em média, oito vezes por dia neste assunto.

Parafraseando a sexóloga Carmita Abdo, se o sexo é consentido, com humano vivo e maior de idade, então está tudo dentro do possível. Eu só acrescentaria, no caso das fantasias, a recorrência. Se for uma ideia que aparece de vez em quando, ok. Se for um pensamento constante, quase uma obsessão ou algum pensamento que não se encaixem nos quesitos acima, procure um especialista.

Mas vamos para o que é comum. E para isso é preciso desmistificar três mitos comuns.

Fantasias envolvendo sorvetes, balas de menta, chocolates são simples de serem realizadas.

Fantasiar e desejar são coisas bem diferentes

Pesquisadores da Universidade de Montreal do Canadá publicaram em 2014, um estudo no Journal of Sexual Medicine, no qual concluem que existem poucas fantasias que sejam desviantes, mesmo as que envolvem algum grau de risco ou escatologia. Um estudo da Universidade de Granada, na Espanha, também foi nessa linha, investigando os tipos de fantasias mais comuns em homens e mulheres.

Ficou evidente que as fantasias positivas femininas tendem a serem mais com cenários e ambientes românticos e paradisíacos. Já em relação às negativas, podem se imaginar sendo dominadas ou subjugadas. Mas isso não implica em querer realizar essa agressão, talvez possam até querem algum tipo de simulação. Ou seja, na prática, o estímulo erótico está na imaginação e não – necessariamente – na vontade de tornar realidade.

Já os homens fantasiam mais e tendem a separar menos a imaginação do desejo. Ou seja, são mais afoitos a concretização. Ainda sim, os pensamentos geralmente são com sexo convencional, entre duas pessoas, mas também com novas experiências e sensações, como transar com duas mulheres. Já em relação a pensamento negativo, é relativamente comum um homem hétero sonhar ou se imaginar numa relação homossexual.

Voltando as fantasias positivas, o lado masculino mais afoito pode ser um complicador, como veremos parágrafos abaixo.

Mas, ainda sim, um marido pode fantasiar ver sua esposa com dois caras e se excitar com a ideia, mas de forma alguma vai contar a parceira. Porque, de repente, ela pode se interessar e ele, de fato, não quer que isso aconteça. Ou, ele pode contar e ela pode se sentir ofendida por isso.

É comum mulheres pensarem em outros homens durante o ato sexual com o parceiro. Fantasiar tá tudo bem.

Não tem nada a ver com não amar a pessoa

Quando a gente fala em nossas fantasias, estamos falando do nosso lado mais íntimo. E quando estamos com um ou mais parceiros fixos temos que ter confiança no outro ou outros. E confiança não significa contar tudo. É não precisar contar.

Ou seja, você não precisa contar determinada fantasia a sua parceira, se é algo só seu. Se for um pensamento obsceno ao ver a vizinha passar com minissaia na sua frente, mas você não quer nada com ela, não tem por que contar para ninguém.

Pois, pode ter certeza que sua esposa já voltou da academia com um sorriso meio safado pela lembrança do personal training explicando algum exercício ou com um cliente que tinha um bom papo, era bonito e cheirava muito bem.

Fantasias e tesão com terceiros não tem nada a ver em não amar o outro. Tanto que alorgasmia é uma fantasia muito mais comum que ménage ou swing. Não precisam procurar no dicionário, eu explico. Alorgasmia é quando alguém se excita pensando em outra pessoa que não está participando do ato sexual.

E como é um pensamento íntimo e que só diz respeito a você, não necessariamente precisa compartilhar com seu parceiro.

Da mesma forma, se acontece de vez em quando é ok. Se há uma constância, talvez seja o caso de o casal fazer uma DR.

Submissão é uma fantasia feminina relativamente comum. No entanto, são raras as que realmente querem concretizar.

Mas pode ser uma boa tanto fantasiar e realizar

Mas… pode ser uma boa contar.

Pois há fantasias que são comuns aos casais e há desejos que ambos queiram experimentar. Neste caso, o diálogo, a franqueza e a serenidade para ouvir um “sim” ou um “não” são fundamentais.

Às vezes, imaginar um terceiro elemento na cama pode ser uma boa para o casal, ou para um dos dois. Mas, se o outro vai ceder, é preciso não jogar na cara do amado ou na amada isso. Se não vai ceder, é preciso deixar claro sobre como isso iria magoá-lo e o porquê, mesmo que para o outro não passe de uma brincadeira adulta.

Ou, como disse o psicólogo Frederico Mattos, no artigo Ela quer um ménage e eu não, do site Papo de Homem.

Toda vez que alguém cede num relacionamento, antes precisa pensar em como vai se sentir depois da concessão. Aquilo se alinha com os seus valores? Você ainda se sente respeitado?

Esta cessão pode ser uma moeda de troca – o que é bem diferente de uma cobrança – para outro desejo que você queira. Antes de impor, entenda que a regra é a mesma: tem que estar pronto para o sim e para o não.

Entre as fantasias comuns estão profissões como médicos, enfermeiras e professores.
Fantasiar é humano

Se há tesão e respeito mútuo, há abertura para imaginar muitas fantasias, realizar vários desejos individuais, em casal, ou na forma que for interessante para os envolvidos. Pode começar com vídeos, acessórios de sex shop e ir até onde a limite de cada um alcance, incluindo a possibilidade de um ou outro parceiro eventual. Ou como diria o psicanalista Wilhelm Reich:

Há numerosos exemplos que demonstram que uma relação ocasional com outro parceiro favorece a relação estável, que estava em vias de se deteriorar.

Fantasiar faz parte da nossa sexualidade, da nossa individualidade. O limite cada um define de acordo com suas regras morais. O importante é liberar as fantasias e vivê-las somente as que se sentir à vontade e respeitando as pessoas envolvidas na relação.

Se você gostou deste texto, compartilhe, comente e conheça a proposta do Vamos Falar sobre Sexo.

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *